Viarco Express VIARCO EXPRESS
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Joana Vasconcelos Sara Maia João Pedro Vale Susana Mendes Silva Ana Pérez-Quiroga Marta Wengorovius Guida Casella Ana Pimentel Paulo Brighenti.
   
 

  O primeiro lápis da série Viarco EXPRESS iniciou o seu percurso nas mãos da artista Joana Vasconcelos.
Os primeiros estafetas desta viagem obedecem fielmente às regras do jogo, definindo um grupo coeso de pessoas que partilharam a mesma formação ou constroem relações de vizinhança. Joana Vasconcelos e Sara Maia foram colegas na escola Ar.Co e trabalharam na mesma galeria. Todos coincidiram em exposições colectivas e João Pedro Vale ocupa um atelier contíguo ao de Sara Maia.

Cumplicidade e vizinhança são também os motivos que levam Susana Mendes Silva a passar o lápis a Ana Pérez-Quiroga. Colega dos dois nomes anteriores da lista, todos cursaram na FBAUL, é nas mãos desta artista que este primeiro lápis vai sofrer o primeiro e último desvio, já que não mais sairá do seu controle.

Decidida, desde o primeiro momento, a controlar e subverter o processo, Ana Pérez-Quiroga desenha um
percurso e tenta transformar-se na comissária do lápis. É neste ponto da viagem que esta trama se cruza
com o oitavo lápis. Ambos coincidem na Rua Braamcamp, em Lisboa, um espaço partilhado por seis artistas. A promessa de subversão das regras acaba por instalar o caos, e os dois lápis chegam a confundir-se. Finalmente, Ana Pérez-Quiroga entrega o lápis a Marta Wengorovius, mas com a indicação de que ele deveria seguir primeiro para Ana Pimentel, que então colaborava com ambas, e depois Guida Casella, que trabalha como ilustradora científica. Pérez-Quiroga e Wengorovius cursavam então o Mestrado em Artes Visuais e Intermédia da Universidade de Évora e Casella pertencia ao grupo que tinha saído da FBAUL.

Este momento do percurso do lápis é muito longo. Chegam a propor-se os nomes de Rodrigo Oliveira, João Simões e Ana Cardoso, que acabam por não participar no projecto. Em repouso no atelier de Ana Pérez-Quiroga, este testemunho chegará ao final do seu percurso nas mãos de Paulo Brighenti, fechando um círculo que o transporta de novo à Ar.Co e à turma que acaba o Curso Avançado de Artes Plásticas em 1996. Uma aventura sinuosa. Contribuiu para a confusão desta primeira rede a vontade subversora de uma artista que assume o roubo e a cópia como metodologia de trabalho. Perdeu-se o rumo do lápis, que se suspeita ter chegado a Nova Iorque, voltando sem ter sido usado. Nesta trama, difícil de cartografar sem ter em conta todas as hipóteses do engano, a regra simples do jogo acaba por funcionar ao contrário. Em vez de um mapa automático, temos um círculo de cumplicidades que gravita em torno de uma personalidade. Esta experiência, como iremos constatar mais tarde, não será um caso isolado.

Finalmente, esta primeira experiência define dois núcleos fortes da msma geração, grupos que saíram de
duas escolas distintas em Lisboa, que cruzam projectos e estabelecem relações de proximidade e vizinhança. Um a um, todos os nomes foram escolhidos sob o pretexto da cumplicidade. Tendo em conta as diferenças consideráveis entre cada um dos projectos artísticos representados, este primeiro mapa alimenta-se de relações construídas na escola e a tentativa de subversão do projecto empreendida por Pérez-Quiroga não fez mais que conformar o resto do percurso do lápis à regra que tinha presidido cada uma das transacções anteriores e, numa ironia final, fazer regressar o testemunho à turma de Joana Vasconcelos.
 


 
 
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