CATALYSTS! A Força Cultural do Design de Comunicação
Uma exposição integrada no programa da ExperimentaDesign2005 – Bienal de Lisboa


© EXPERIMENTA

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Comissário Max Bruinsma [NL]; Comissário Assistente Willem van Weelden [NL]; Coordenação do Design de Exposição Ontwerpwerk, multidisciplinary design [NL]; Conceito e Design de Exposição Acredita: Ed Annink [NL]; Seduz: Fernando Brízio [PT]; Informa: Pierre di Sciullo [FR]; Compromete-te: Erik Adigard, M-A-D [FR]/[US]; Pânico Moral: Rob Schröder [NL]; Cronologia: Jan van Toorn [NL]; Projecções Vídeo Rob Schröder [NL]; Ideias sobre Linguagem Visual Tjebbe van Tijen [NL]; Produção Ana Casaca, CCB; Bruno Sequeira, Experimenta; Assistentes de Produção Inês Barros, Experimenta; Maria Azevedo, Experimenta; Fee Pfeiffer; Wendela Hubrecht; Co-produção Experimenta [PT] / CCB, Museu do Design [PT]; Apoio Específico Mondriaan Stichting [NL]; Viarco [PT];

NÚCLEOS EXPOSITIVOS:

ACREDITA
Design: Ed Annink [NL]
Actualmente, a população urbana é bombardeada diariamente com uma média de 3000 mensagens lançadas para o espaço público. Todos estes anúncios, painéis de sinalização, avisos de obrigações e proibições, orientações, comunicações institucionais e públicas têm uma única objectivo: levar-nos a acreditar no que dizem. Numa sociedade aberta e democrática, é crucial que designers e cidadãos mantenham o espírito crítico. Em vez de serem meros seguidores ou crentes, poderão actuar como participantes maduros e visualmente letrados da cultura comunicacional. Os designers tornam-se catalisadores quando auxiliam o público a lançar um segundo olhar crítico para lá da mera aceitação ou rejeição das mensagens que os rodeiam.

SEDUZ
Design: Fernando Brízio [PT]
Comunicação é sinónimo de sedução. Uma peça de design gráfico raramente comunica uma informação de forma neutra; tenta seduzir-nos a ler a mensagem e a reagir de forma positiva ao seu conteúdo. Mas a sedução não se limita ao plano do “compra-me, por favor!” As peças de design desta secção seduzem o público ao abordá-lo como leitor inteligente de informação cultural. Ao apelarem às preocupações sociais do seu público e desafiarem os seus poderes associativos, contrariando preconceitos, os designers agem como catalisadores culturais. Transpondo os limites da mensagem, o design seduz-nos a relacioná-la com a nossa própria cultura e sociedade, ajudando-nos assim a criar uma ponte entre o conteúdo das mensagens e nós próprios.

INFORMA
Design: Pierre di Sciullo [FR]
A partir do momento em que é criada, a informação é sujeita a interpretações, tornando-se assim subjectiva. Até mesmo os signos mais "objectivos", as letras, podem tornar-se ícones culturais de direito próprio, quando concebidas com uma intencionalidade cultural específica. Do mesmo modo, uma imagética aparentemente neutra como a dos painéis de sinalização das ruas, poderá fundamentar-se visualmente na história e identidade culturais do meio envolvente. Esta secção mostra uma grande diversidade de peças de design que utilizam as linguagens visuais do design de informação: gráficos, diagramas, pictogramas. A principal mensagem destes trabalhos, porém, não é necessariamente a informação, mas o modo como ela foi estruturada enquanto expressão cultural.

COMPROMETE-TE
Design: Erik Adigard, M-A-D [FR]/[US]
Um bom design não é uma resposta neutra a um enunciado; é essencialmente uma reacção crítica ao conteúdo para o qual foi produzido. Nesta secção, são mostrados trabalhos de designers que assumem este posicionamento crítico. Trata-se de trabalhos que tecem comentários à cultura e à sociedade, recorrendo às imagens e aos códigos visuais que os designers desenvolveram colectivamente ao longo de um século de design de comunicação. Também a cultura popular se expressa cada vez mais através destes códigos gráficos. A forma mais directa de comunicar o nosso compromisso para com o mundo que nos rodeia é mobilizar as suas linguagens gráficas autóctones — toda a gente pode agora conceber e publicar as suas próprias mensagens.

PÂNICO MORAL - O cérebro estilhaçado de um viciado em televisão
Design : Rob Schröder [NL]
Se existem viciados em televisão, um deles é o designer e realizador Rob Schröder. Durante anos, ele viu televisão em três ecrãs em simultâneo, gravando em cassetes o que mais o impressionou de fascinante, importante, estranho, repulsivo ou simplesmente chocante. Em Moral Panic , Rob Schröder procedeu a uma montagem de quarenta anos de experiência de visionamento numa colagem assombrosa de imagens iconográficas, material grotesco e rostos esquecidos. Moral Panic é uma viagem em ritmo acelerado que nos leva a pensar se o sério e o escabroso passaram a ser uma e a mesma coisa. Moral Panic é um requiem por um vício — o enterro de um meio de comunicação.

CRONOLOGIA
Design: Jan van Toorn [NL]
As linguagens visuais do design gráfico e de comunicação desenvolveram-se ao longo de pouco mais de um século. Durante este período, alguns designers e movimentos desencadearam inovações radicais, seguindo-se outros que desenvolveram novas utilizações e aplicações para as formas já existentes. Mudança e sistema vigente alternaram-se, desde a primeira década do séc. XX, passando pela maturidade dos anos 30, pelo novo élan da década de 60 e culminando no estilo global dos anos 80 e 90. Os quatro módulos desta “historical timeline” formam uma exposição dentro da exposição, realçando os ícones do design e da cultura visual que moldaram o léxico do design de comunicação.